Problemas para aumentar a oferta de moradias

O Brasil vem vivendo, nos últimos anos, extraordinário desenvolvimento no setor imobiliário, com crescimento da oferta de moradias, especialmente para os mais carentes, que sempre foram os preteridos no País. Mesmo assim, ainda há um déficit de 5,5 milhões de habitações (no Rio Grande do Sul, é de 182 mil). A melhoria se deveu ao aumento da oferta de crédito habitacional. Em 2002, há pouco mais de 10 anos, o dinheiro disponível para financiar residências era de R$ 1,7 bilhão. Em 2013, ano passado, alcançou R$ 109 bilhões, crescimento extraordinário, que garantiu o financiamento de 529,7 mil unidades. Os números são do Sindicato da Indústria da Construção no Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), divulgados pelo vice-presidente Rafael Rihl Tregansin, coordenador da Comissão de Habitação de Interesse Social do sindicato.
O grande impulsionador foi o programa Minha Casa Minha Vida, de casas populares, mas, no Rio Grande do Sul, o programa não cresce mais porque enfrenta problemas que vão do preço elevado das áreas às dificuldades de licenciamento para as obras. “Aqui não estamos conseguindo fazer a coisa andar”, diz Tregansin, “pois muitos municípios, ao invés de ajudar, criam entraves aos projetos”. Um dos municípios que vai precisar de moradias, em função do desenvolvimento do polo naval, São José do Norte, é apontado como “muito difícil” pelos dirigentes do Sinduscon-RS.

Da Redação, original Jornal do Comércio.

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